Delvânia Campelo da Silva, de 50 anos, morreu no Hospital Geral de Palmas (HGP) após passar cerca de 20 dias internada devido a um espancamento ocorrido em uma chácara em Caseara. O namorado da vítima, Gilman Rodrigues da Silva, de 47 anos, foi indiciado por feminicídio e está preso desde o dia 3 de abril, alegando ter agido em legítima defesa. A defesa do acusado manifestou profundo pesar pela morte de Delvânia e aguarda a conclusão das investigações para esclarecer todos os detalhes do caso.
A ex-cunhada de Delvânia, Kelly Campelo, descreve a vítima como uma mulher com um coração enorme que sempre se dedicou a ajudar os outros. Ela lembrava que Delvânia realizava trabalhos sociais em sua comunidade, principalmente voltados para crianças e pessoas carentes, mesmo enfrentando dificuldades em sua própria vida. Infelizmente, Delvânia teve seu contato com a comunidade reduzido após começar seu relacionamento com Gilman, mudando-se para a chácara onde ocorreu a tragédia.
O espancamento aconteceu em março, e Delvânia foi socorrida e transferida para o HGP, onde chegou consciente, mas rapidamente seu estado de saúde se agravou. A família não suspeitava de episódios anteriores de violência, embora houvesse um relato isolado sobre uma agressão durante uma viagem. Após a morte, a família decidiu realizar a doação dos órgãos da vítima, que serão destinados a pessoas na lista de espera do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Agora, a família de Delvânia aguarda que justiça seja feita, esperando que Gilman seja julgado e condenado conforme as leis vigentes.