O lavrador Claudísio Vieira Barros, de 38 anos, foi condenado a 25 anos e nove meses de prisão por um conjunto de crimes chocantes, incluindo ameaça, lesão corporal, estupro e cárcere privado. A decisão foi proferida pela 2ª Vara de Augustinópolis, após os eventos que ocorreram em janeiro deste ano na cidade de Esperantina, no Tocantins. A gravidade das acusações se revela ao saber que o réu manteve a companheira sob ameaça de uma espingarda.
O crime, que se desenrolou entre as 22h e as 14h do dia seguinte, incluiu abusos físicos e psicológicos severos. A vítima relatou que foi enforcada, teve seu cabelo cortado e foi obrigada a ter relações sexuais sem consentimento, enquanto era mantida sob controle total do lavrador. Para impedir sua fuga, Claudísio a manteve nua, intensificando a sensação de desamparo e vulnerabilidade da vítima.
Após conseguir escapar, a mulher buscou ajuda e foi submetida a um exame de corpo de delito, que constatou hematomas e ferimentos na boca. A defesa de Claudísio já recorreu da sentença, argumentando que se trata de uma decisão de primeiro grau. O juiz Alan Ide Ribeiro da Silva fundamentou a sentença com base em provas testemunhais e perícia que confirmaram os abusos. Claudísio continuará em prisão preventiva, devido à sua condição de reincidente em agressões.