João Francisco Mota da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelo homicídio de seu irmão, Genivaldo Mota da Silva, ocorrido em 31 de dezembro de 2023, em Palmas. O crime, que chocou a comunidade local, aconteceu enquanto a vítima dormia em sua casa no Jardim Aureny IV. Apesar de socorrido e internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva, Genivaldo não resistiu aos ferimentos e faleceu oito dias após o ataque.
A condenação, proferida pelo juiz Cledson Jose Dias Nunes da 1ª Vara Criminal de Palmas, estabelece que o réu cumprirá a pena em regime fechado, porém ainda cabe recurso por parte da defesa. Além da pena de prisão, a decisão judicial inclui uma indenização de R$ 100 mil a ser paga aos familiares da vítima. O caso levanta questões sobre a dinâmica familiar, uma vez que, segundo relatos, João havia ameaçado Genivaldo antes do crime, mas a vítima não levou as ameaças a sério.
Os detalhes do crime revelam um episódio de violência familiar em que a mãe dos irmãos, de 81 anos, tentou intervir e foi empurrada pelo agressor. Genivaldo sofreu ferimentos severos, incluindo lesões no crânio e no pescoço, levando a uma hemorragia meningoencefálica. A sentença deixa claro que o juiz considerou a natureza fútil do motivo e a desvantagem do momento em que a vítima foi atacada como agravantes. O Ministério Público afirmou que a brutalidade do ato, especialmente na véspera de Ano Novo, acrescenta uma gravidade significativa ao crime.
A investigação sobre o caso foi conduzida pelas autoridades competentes, e os próximos passos incluem a análise de possíveis recursos da defesa de João, que ainda pode contestar a decisão judicial em instâncias superiores. A comunidade de Palmas permanece atenta ao desdobramento desse trágico caso, que trouxe à tona questões profundas sobre a violência no contexto familiar.