Escolas e Cmeis de Palmas adotam mascotes com identidade ecológica do cerrado

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Chamar a atenção das crianças para a necessidade de preservação do meio ambiente por intermédio do conhecimento da fauna do cerrado é um dos objetivos do projeto que está escolhendo mascotes para escolas e Centros Municipais de Educação Infantil de Palmas (Cmeis). Até o momento quatro animais foram eleitos e adotados como mascote na rede municipal. O lobo-guará virou mascote para o Cmei João e Maria, Arso 32; a coruja-buraqueira para o Cmei Lucas Ruan, Aureny III, que está em obras e tem previsão para inauguração ainda em 2018; a onça  para a ETI Marcos Freire, assentamento São João e o quati para a ETI Fidêncio Bogo, escola agroecológica em construção na comunidade de Taquaruçu Grande.

Diretor da ETI Marcos Freire, Fernando Osório aprovou a iniciativa e escolha da mascote. “Todos têm um sentimento em relação à onça, seja admiração, fascínio, medo, raiva ou tudo isso ao mesmo tempo. Propostas como essa conduzem os alunos a uma convivência harmoniosa com o ambiente e as espécies que habitam o ecossistema, além de auxiliar os nossos pequenos a pensarem sobre as ações do homem com o meio e as consequências disso para a nossa própria sobrevivência”, considera, salientando o fato de trabalhar em uma escola rural. “Nossos alunos podem ser vistos como potenciais aliados na conservação da biodiversidade”.

Diretora do Cmei Lucas Ruan, Irmânia Fontes já trabalha nos painéis que serão colocados na escola com informações da coruja-buraqueira, ave característica da Capital. “Pretendemos envolver as crianças e seus familiares por meio de diferentes linguagens, sempre tendo como foco a preservação ambiental do seu espaço e da sua comunidade”, explicou.

No Cmei João e Maria, a diretora Tatiane Guida explica que a escolha do mascote está inserida no projeto ‘Eu Cuido, Você Cuida, Nós Cuidamos’ que prevê uma apresentação teatral durante a Festa da Primavera, no dia 29 de setembro, pelas crianças do Maternal II. “É uma forma de trabalhar vários eixos de aprendizagem por despertar a curiosidade não apenas para os animais, alguns em risco de extinção, mas para o meio ambiente como um todo”, disse.

De acordo com o secretário municipal de Educação, Danilo Melo, este é um projeto fundamentalmente curricular. Segundo o gestor, a partir da escolha do mascote o processo pedagógico da escola mergulha na temática, convergindo para o resgate de valores referentes à preservação ambiental, elementos da flora, geografia ou mesmo história. “Também há o aspecto da criação e fortalecimento da identidade da escola, com um elemento que simbolize o trabalho da instituição e até mesmo facilite a comunicação e relacionamento com a comunidade escolar”, considerou o secretário.

Enquanto aguarda a conclusão das obras para ser inaugurada, a ETI Fidêncio Bogo já tem o seu mascote. Animal representativo do Cerrado, o quati também dá nome a um dos livros do escritor homenageado com o nome da escola.

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