PF abre investigação para saber se superintendente do Incra usou cargo para promover candidato

Carlos Alberto da Costa, conhecido como Carlão da Saneatins, foi afastado do cargo provisoriamente. Ele também é investigado por desvio de recursos do instituto.

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Polícia Federal faz operação contra fraudes no Incra (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A Polícia Federal do Tocantins abriu uma investigação para saber se o superintendente afastado do Incra no estado, Carlos Alberto da Costa, usou o cargo para promover um candidato ao governo do estado durante a Eleição Suplementar. O nome do político que teria sido beneficiado não foi revelado.

O superintendente afirmou que não participou de qualquer atividade ilícita e garantiu que vai contribuir com as investigações. Disse ainda que as contratações foram feitas antes de assumir a superintendência do Incra no Tocantins, em gestões anteriores.

Costa, conhecido como Carlão da Saneatins, também é investigado por desvio de recursos do instituto. A PF acredita que houve fraude em contratos com empresas de assistência técnica que atenderiam 15 mil famílias em 226 assentamentos. O valor total era de mais de R$ 28 milhões.

“Hoje foram colhidos elementos inclusive que apontam com bastante veemência pagamentos de vantagens indevidas para propiciar a liberação dos recursos”, informou o delegado Rildo Rodrigues.

O pedido para afastar Carlos Alberto da Costa da superintendência foi do Ministério Público Federal. O caso envolve também outros dois servidores do instituto. Todos os investigados tiveram o sigilo bancário quebrado.

Costa está proibido de entrar no Instituto e nas entidades de assistência técnica no Estado, por determinação da Justiça Federal. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do Incra na manhã da sexta-feira (31).

Os investigados podem responder pelo crime de fraude à licitação.

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